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Dez milhões de brasileiros já usam internet rápida
da Agência Estado

[Atualização :: 21/08] O total de assinantes de internet rápida (banda larga) no Brasil chegou 10,04 milhões em junho, segundo o estudo Barômetro Cisco de Banda Larga, da consultoria IDC. O número representa um crescimento de 48% em relação ao primeiro semestre de 2007. O destaque foi para a banda larga móvel (via rede celular), que chegou a 1,314 milhão de assinantes, avanço de 464% sobre junho de 2006. O número não inclui aparelhos celulares de terceira geração (3G) que acessam a rede mundial.

Com o resultado, o Brasil alcançou, em junho, o número de conexões de internet em alta velocidade esperado inicialmente só para 2010 pelos organizadores do Barômetro Cisco de Banda Larga. "Na primeira edição do estudo, em 2006, definimos como meta atingir 10 milhões de assinantes em 2010", afirmou Pedro Ripper, presidente da Cisco do Brasil, fabricante de equipamentos de comunicação de dados que encomendou a pesquisa. "Muitos consideraram a meta ambiciosa demais.? Como a meta já foi alcançada, a nova previsão para 2010 é de 15 milhões. Para este ano, a expectativa do executivo é que o total de assinantes de banda larga no Brasil fique próximo de 12 milhões.

O desempenho do mercado de banda larga móvel foi muito diferente entre o primeiro e o segundo trimestres deste ano. No primeiro trimestre, as operadoras tinham acabado de lançar o serviço 3G e colocaram no mercado promoções agressivas, que chegavam a oferecer o serviço por uma mensalidade de R$ 20, sem a necessidade de provedor de acesso.


Vendas pela internet sobem 45% no País no 1º semestre
da Agência Estado

[Atualização :: 19/08] As vendas por meio da internet no Brasil cresceram 45% nos seis primeiros meses do ano em relação ao mesmo período de 2007, totalizando R$ 3,8 bilhões. Os dados foram divulgados hoje pelo o e-bit, instituto de pesquisas sobre comércio eletrônico, e pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net). Segundo o relatório WebShoppers, o aumento do número de usuários conectados e as facilidades nos meios eletrônicos de pagamento alavancaram as vendas.

O número de consumidores na internet atingiu 11,5 milhões de pessoas no primeiro semestre, alta de 42% na comparação com os seis primeiros meses do ano passado. "As facilidades de pagamento parcelado e a queda de preço dos computadores fizeram com que o comércio eletrônico tivesse um crescimento relevante no ano por conta da entrada de novos consumidores na web, principalmente da classe C", afirmou o diretor-geral do e-bit, Pedro Guasti.

De acordo com a pesquisa, o porcentual de consumidores com renda familiar de R$ 1 mil a R$ 3 mil realizando compras na internet encerrou o semestre em 38%, ante 32% de 2001. Enquanto isso, as pessoas com renda de até R$ 1 mil foram responsáveis por 8% das transações, ante uma participação de 6% em 2001. "A classe C é a que vem apresentando a maior freqüência nas compras pela internet, principalmente de informática", explicou Guasti.

Já o nível de satisfação com o mecanismo de venda oferecido pelas lojas na internet ficou em 86% de janeiro a junho, contra 78% registrado em 2001. "Os consumidores estão derrubando os medos e as restrições que tinham em fazer suas primeiras compras pela internet. E a tendência é de crescimento contínuo, já que depois da primeira experiência o internauta percebe as vantagens, como melhores preços", afirmou o presidente da camara-e.net, Manuel Matos.

O valor médio de gastos em cada compra online apresentou um incremento de 9% de janeiro a junho, para R$ 324,00. Entre os produtos mais adquiridos via web estão livros, com uma participação de 17% sobre o volume de pedidos, seguidos por informática (12%), saúde e beleza (10%), eletrônicos (7%) e eletrodomésticos (6%).


Pervez Musharraf renuncia ao cargo de presidente do Paquistão
No poder desde 1999, ele era aliado dos EUA na guerra ao terror. Oposição acusou-o de incompetência e desrespeito à Constituição

[Atualização :: 18/08] O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, renunciou ao cargo nesta segunda-feira (18). O anúncio foi feito em rede nacional de televisão, em meio à campanha de impeachment liderada pela oposição. Ele disse que consultou seus conselheiros antes de tomar a decisão e que fez uma opção que vai evitar “uma instabilidade ainda maior no país”.

“Depois de analisar a situação e consultar conselheiros legais e aliados políticos, decidi renunciar”, disse Musharraf, de 65 anos, que estava no poder desde 1999 e era um dos principais aliados dos Estados Unidos na guerra ao terrorismo iniciada após os atentados de 11 de Setembro. “Deixo meu futuro nas mãos do povo".O presidente do Senado, Mohamadmian Sumro, assumiu interinamente a presidência. Novas eleições devem ser feitas em um prazo entre um e dois meses, segundo a Constituição.



'A nação será derrotada' - Durante o discurso à nação, Musharraf disse que “a acusação contra ele não pode ser comprovada”. Ele é acusado de incompetência e também de ter violado a Constituição. “Ganhe ou perca o impeachment, em qualquer caso, a nação será derrotada”, afirmou. Musharraf afimou que as acusações contra ele “são falsas” e que “tentaram transformar verdades em mentiras”. O processo de destituição parlamentar começou na semana passada e foi iniciada por líderes do Partido do Povo do Paquistão (PPP), da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, e pela Liga Muçulmana do Paquistão Nawaz (PML-N, na sigla em inglês), liderado pelo ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif. Musharraf defendeu suas ações nos últimos nove anos, dizendo que liderou o Paquistão em algumas de suas piores crises desde a independência em 1947. Ele disse ainda que nos últimos oito meses, desde que deixou de exercer os poderes do Executivo, a economia do Paquistão vem se deteriorando.

O impasse político e a incerteza em torno de Musharraf haviam afetado os mercados financeiros do país de 165 milhões de habitantes, que possui armas nucleares. Havia preocupação no exterior de que, diante da crise política, Islamabad estivesse se distraindo do combate à militância islâmica. Musharraf está politicamente acuado desde que uma aliança oposicionista venceu as eleições de fevereiro e formou um novo governo. Fontes da coalizão haviam dito na semana passada que o presidente exigira imunidade parlamentar em troca da renúncia. A notícia fez a bolsa paquistanesa recuperar-se e a rupia se valorizar.

Comemoração - Bilawal Bhutto Zardari, filho da ex-líder do Partido Popular do Paquistão (PPP) Benazir Bhutto, disse que a saída de Musharraf do poder "eliminou um obstáculo para a democracia no Paquistão". Bilawal, de 20 anos, que chegou à cidade de Karachi e está destinado a assumir a liderança do PPP quando fizer 25 anos, disse ao canal de televisão Geo TV que sua formação está comprometida a restituir em seus cargos os magistrados do Supremo expulsos por Musharraf. Esta opinião está alinhada à do partido Liga Muçulmana do Paquistão-Nawaz (PML-N), também governistas, legenda que se mostrou partidária de restaurar "em breve" os juízes em seus cargos. A governamental Liga Muçulmana do Paquistão-Nawaz (PML-N), liderada pelo ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, também comemorou a renúncia do presidente e se mostrou contrária a conceder-lhe imunidade após sair do poder. "Nossa posição a respeito de conceder-lhe uma saída é clara. Musharraf quebrou a Constituição e deve pagar por isso", disse o secretário de informação da PML-N, Ahsan Iqbal, em declarações à imprensa.


Mulher de 27 anos dá à luz séptuplos na cidade egípcia de Alexandria
Bebês -4 meninos e 3 meninas- nasceram de cesariana no oitavo mês. Mãe precisou de transfusão de sangue durante o parto, mas passa bem

[Atualização :: 16/08] Enfermeiras cuidam dos séptuplos recém-nascidos no hospital El-Shatbi, na cidade egípcia de Alexandria, neste sábado. Os bebês, quatro meninos e três meninas, nasceram de cesariana aos oito meses da gravidez da mãe, Ghazala Khamis, de 27 anos. Ela passa bem, apesar de ter precisado de uma transfusão de sangue por causa de uma hemorragia durante o parto. Os bebês estão em incubadoras, segundo o diretor do hospital.


Lucro semestral do Banco do Brasil cresce 61%, para R$ 4 bilhões
do A Tarde

[Atualização :: 15/08] O Banco do Brasil divulgou lucro líquido consolidado de R$ 4 bilhões no primeiro semestre do ano, com crescimento de 61% sobre o mesmo período de 2007. O retorno sobre o patrimônio anualizado do semestre foi de 34%, contra 24,3% anteriormente.

No segundo trimestre, o lucro líquido do BB foi de R$ 1,644 bilhão, com avanço de 53,9%. Excluindo itens extraordinários, o chamado lucro líquido recorrente foi de R$ 1,463 bilhão, mostrando queda de 1,2% sobre o segundo trimestre do ano passado. As receitas da intermediação financeira totalizaram R$ 10,956 bilhões, com evolução de 9,4% sobre o mesmo período de 2007.

Crédito

A carteira de crédito chegou em R$ 190,1 bilhões no final do segundo trimestre, com expansão de 30,9% sobre o mesmo período do ano passado. Sobre março deste ano, a carteira avançou 10%. Já a carteira de crédito doméstica cresceu 35,6% sobre igual período do ano passado e 11,2% de março para junho.

A carteira de crédito pessoa física somou R$ 40,5 bilhões, com aumento de 45,1% em relação ao mesmo período do ano anterior e 10,6% na comparação trimestral. Com este desempenho, a carteira de pessoas físicas passa a representar 21,3% da carteira total, contra uma participação de 19,2% no segundo trimestre do ano passado. Nesse segmento, o principal destaque foi o financiamento a veículos, que cresceu 173,5% em 12 meses e 32,9% no trimestre.

Outro destaque foi o CDC Salário, linha destinada aos correntistas que recebem seus proventos no BB, que cresceu 10,8% no trimestre e 50,9% em 12 meses. O crédito consignado continua sendo o carro-chefe dessa carteira, com saldo de R$ 14 bilhões e crescimento de 37,9% em 12 meses e de 9,8% no trimestre.

O crédito para pessoa jurídica atingiu R$ 78,3 bilhões, com expansão de 38,9% em relação ao segundo trimestre e de 13,2% em relação ao final do primeiro trimestre. Destaque para as linhas de capital de giro que alcançaram R$ 37,1 bilhões, crescimento de 79,4% sobre o mesmo intervalo de 2007 e de 24,4% sobre março último. O crédito ao agronegócio, apesar de registrar crescimento inferior aos outros segmentos, expandiu 9%. Destaque para o crédito agroindustrial, que cresceu 80,9% em 12 meses e 16,4% no trimestre.


Cirurgia de 51 horas esgota banco de sangue de Londrina
Médico usou 400 bolsas de compostos sangüíneos até conter problema de coagulação. Paciente passa bem, mas ainda não foi liberado do hospital

[Atualização :: 13/08] Uma cirurgia que durou 51 horas, no Hospital Evangélico de Londrina (PR), esgotou o banco de sangue da cidade. De acordo com o hospital, o procedimento teve início às 7h30 de 28 de julho e terminou às 10h30 do dia 30.

O paciente utilizou 400 bolsas de compostos sangüíneos, o equivalente a trocar 20 vezes todo o sangue do corpo. O cirurgião cardíaco que realizou a cirurgia, Francisco Gregori Júnior, 60 anos, contou com a doação de sangue de amigos e familiares para finalizar a operação.

Ainda de acordo com o hospital, o gerente de vendas Onivaldo Cassiano, 49 anos, agora salvo, era portador de um aneurisma na aorta, principal irrigação sangüínea do corpo. De causa indefinida, a anomalia levaria o paciente a uma ruptura do órgão. Durante a cirurgia, a equipe trocaria a aorta e a válvula cardíaca.

Após as intervenções, por causa de um problema no fígado, Cassiano sangrava intensamente sem coagulação. Com 36 horas de cirurgia, com a equipe exausta e sem encontrar outra saída, o médico reabriu o paciente e refez todas as ligações, utilizando uma técnica que chamou de marmorização, com a aplicação de uma cola biológica.

“Em vez de usar as técnicas convencionais, decidi cobrir todas as junções de tecido com o coração com uma cola biológica”, diz o médico ao G1. O sangramento diminuiu, mas ainda não havia coágulo. A equipe se revezou por mais de 15 horas, sem sair do centro cirúrgico, segurando o tórax aberto de Cassiano com as mãos, enquanto compressas tentavam conter a hemorragia.

“Na hora que começou a chegar sangue fresco, depois de esgotado o estoque da cidade, a coagulação veio mais fácil. Nessa hora, eu sabia que ia coagular e era isso o que nos impulsionava a continuar apesar do cansaço. A cada momento aparecia uma esperança nova e hoje estou orgulhoso porque, como cirurgião, vivemos de insucessos e sucessos”, diz Gregori Junior.

Depois de dez dias de UTI e com lenta recuperação, Cassiano passa bem, mas ainda não foi liberado do hospital. “Ele ainda requer cuidados, mas está ótimo. Ele é um homem muito forte para agüentar tudo isso”, afirma. Há 11 anos, Gregori surpreendeu a medicina ao estancar uma hemorragia no coração de uma paciente com cola Super Bonder. Neste caso, segundo o médico, se não fosse usada uma cola biológica, a quantidade de cola Super Bonder poderia lesar o tecido nervoso do paciente.


Rússia controla Gori, e Geórgia recua tropas para defender a capital
Russos dominam cidade a 60 km de Tbilisi e base em Senaki, diz Geórgia. Confronto começou 5ª, com ataque georgiano à região da Ossétia do Sul

[Atualização :: 11/08] As forças russas ocuparam nesta segunda-feira (11) a cidade georgiana de Gori e também uma importante base militar na cidade de Senaki, segundo Alexander Lomaia, secretário do Conselho Nacional de Segurança da Geórgia. Em reação, as forças georgianas reforçam suas posições próximo à capital, Tbilisi, para defendê-las de um eventual ataque russo, segundo Lomaia. "As forças russas estão ocupando Gori. As forças armadas georgianas receberam ordens de abandonar Gori e de fortificar posições próximo a Mtsjeta para defender a capital. É uma ofensiva total", disse.



Segundo os russos, a ofensiva tem o objetivo de impedir que a Geórgia siga atacando a região separatista da Ossétia do Sul. A mais recente crise entre Geórgia e Rússia começou na quinta (7), quando a Geórgia enviou tropas à região rebelde. A Rússia reagiu mandando tropas ao país. Houve confronto pelo controle da capital, Tshkinvali, e a reação da comunidade internacional foi imediata. Até agora, o conflito teria deixado pelo menos 2.000 mortos, em sua maioria civis, segundo o governo da Geórgia. O número de refugiados pode atingir 20 mil, de acordo com as Nações Unidas.


Rússia diz ter atacado tropas da Geórgia na capital da Ossétia do Sul
Geórgia diz que vai retirar mil soldados do Iraque para combater na região. Ataque georgiano contra Tskhinvali teria matado mais de mil civis

[Atualização :: 08/08] Soldados russos atacaram as tropas da Geórgia nesta sexta-feira (8) em Tskhinvali, capital da província separatista georgiana da Ossétia do Sul, segundo agências russas. "Posições do exército russo que estavam atirando em Tskhinvali e nas forças de paz foram suprimidas pela artilharia e por tanques do 58º Exército russo", segundo o comandante russo Igor Konashenkov a uma TV russa. Ele também disse que os exércitos russos iriam "responder firmemente" se o exército da Geórgia tentasse abrir fogo. A chegada das tropas russas provocou o recuo dos georgianos, segundo o próprio Ministério da Defesa da Geórgia. A informação foi confirmada pelos separatistas.

A Geórgia também anunciou que vai retirar mil soldados que estão no Iraque para ajudar a combater as forças russas na Ossétia do Norte. A informação é do chefe do Conselho de Segurança do país, Kakha Lomaia. "Nós já comunicamos nossos amigos americanos que vamos retirar metade do contingente do Iraque porque estamos sob agressão russa", disse à Reuters. Ataques de tropas da Geórgia à cidade de Tskhinvali, capital da província separatista da Ossétia do Sul, provocaram a morte de mais de mil civis nesta sexta-feira (8), de acordo com o ministro separatista Teimuraz Kasaev. Tropas georgianas atacam a região separatista desde quinta-feira, com a ajuda de tanques e aviões de guerra. O ministério russo da Defesa disse que os reforços foram enviados para "proteger as tropas russas de paz e os cidadãos da Geórgia".

Segundo a Rússia, dez soldados russos teriam sido mortos nos conflitos. O governo da Geórgia informou ter abatido cinco caças russos, informação não confirmada pela Rússia. A Rússia também informou que vai cortar todas as conexões aéreas com a Geórgia a partir deste sábado (9). O presidente georgiano, Mikheil Saakashvili, criticou a Rússia pela incursão e disse que os russos estão "em guerra" contra a Geórgia. "Isso é uma clara invasão do território de um outro país. Temos tanques russos em nosso território, aviões em nosso território em plena luz do dia", disse. Segundo fontes da Geórgia, a aviação russa também teria bombardeado a base militar de Kakha Lamaia, a 25 quilômetros de Tbilisi, capital do país. Três pessoas morreram em outro ataque, ao aeroporto de Marneuli, segundo o Ministério do Interior.

'Limpeza étnica' - Um correspondente da Reuters disse que o barulho dos aviões e das explosões era ensurdecedor a mais de três quilômetros de distância da cidade de Tskhinvali. Muitas casas estavam em chamas. Combatentes da Ossétia do Sul tomam posição em floresta próximo à capital da região, Tskhinvali. (Foto: AP)Andrei Chistyakov, correspondente da emissora de TV russa Vesti-24, disse ter visto que pelo menos 15 civis foram mortos em Tskhinvali, onde milhares de pessoas se refugiaram em porões. "Estas são as pessoas cujos corpos foram vistos nas ruas e em seus quintais", disse por telefone. O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse ter recebido relatos de que cidades na Geórgia teriam sido alvo de "limpeza étnica". Segundo ele, o número de refugiados cresce, e o pânico é crescente na província. O Acnur (Alto Comissariado da ONU para Refugiados) disse ter recebido relatos de que há milhares de pessoas que tiveram de deixar suas casas na região. A crise com a Geórgia é a primeira que o novo presidente russo Dmitry Medvedev enfrenta desde que assumiu o cargo, em maio. Ela desperta temores de uma guerra na região, que está se tornando uma importante rota para o trânsito de energia. Tanto a Rússia quanto o Ocidente tentam influenciar a área.

Repercussão diplomática - Os Estados Unidos disseram que defendem a integridade territorial da Geórgia e apelaram a um "imediato cessar-fogo" na Ossétia do Sul. Gonzalo Gallegos, porta-voz do Departamento de Estado, disse que os EUA mandaram um enviado à região para negociar com as partes em conflito. Ao mesmo tempo, um diplomata belga confirmou à France Presse que o Conselho de Segurança da ONU vai reiniciar as conversações de emergência sobre o conflito na região. O presidente dos EUA, George W. Bush, e o premiê russo, Vladimir Putin, discutiram o conflito nesta sexta-feira em Pequim, onde estão para acompanhar a abertura dos Jogos Olímpicos. "Eles discutiram a situação", disse Gordon Johndroe, porta-voz americano, sem acrescentar mais detalhes. Mais tarde, Bush reafirmou que defende a inviolabilidade do território da Geórgia. O Pentágono informou que está "monitorando de perto" a situação na região e que manteve contato com autoridades da Geórgia, mas não recebeu pedido de ajuda .


Polícia apreende 43,6 kg de droga em bicicleta
Segundo Polícia Rodoviária, ciclista seguia de Ponta Porã para Dourados. Ele foi detido na quarta-feira

[Atualização :: 07/08] Um ciclista foi detido na quarta-feira (6), na BR-463, na região de Dourados (MS). Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o homem, de 27 anos, levava 43,6 quilos de maconha na garupa da bicicleta. Ele foi encaminhado à Polícia Federal. A assessoria de imprensa da PRF disse que é normal ciclistas seguiram o percurso de Ponta Porã (MS) até Dourados, levando drogas, durante a madrugada. Nesse período, o movimento na rodovia cai e é possível identificar a chegada da patrulha no escuro.

15 quilos de maconha apreendidos em Conquista. Veja a reportagem:


Classe média chega a 52% da população, aponta pesquisa da FGV
Para fundação, família de classe média tem renda mensal entre R$ 1.064 e R$ 4.591. Número de brasileiros nesta categoria cresceu de 42% para 52% entre 2004 e 2008

[Atualização :: 05/08] Pesquisa divulgada nesta terça-feira (5) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta o crescimento da classe média brasileira nos últimos dez anos. Essa categoria - que, segundo a FGV, inclui famílias com renda entre R$ 1.064 e R$ 4.591 e é denominada como "classe C" - reuniu 51,89% da população em 2008, dez pontos percentuais a mais do que os 42,26% registrados em 2004. Dentro do cálculo da FGV, em igual período, houve aumento de 4 pontos percentuais dos brasileiros de "classe alta", com as famílias que ganham mais de R$ 4.591 - entre 2004 e 2008, este contingente cresceu de 11,61% para 15,52% da população. Já os brasileiros classificados como "classe baixa", com famílias que ganham menos de R$ 1.064, caiu de 46,13% para 32,59% da população brasileira.

A Fundação compilou dados do Ministério do Trabalho e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que mostram a redução da pobreza em 13,5 pontos percentuais entre 2002 e 2008 em seis regiões metropolitanas (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Salvador). De acordo com o economista Marcelo Neri, que apresentou o estudo, a redução da pobreza se intensificou depois de 2004, embora a redução da desigualdade de renda no país já pudesse ser percebida antes disso.

Trabalho - Neri ressaltou que a redução da pobreza e o crescimento da classe média são reflexo direto do aumento do emprego com carteira assinada - neste ano, a criação de empregos bateu recorde no semestre, segundo o Ministério do Trabalho. Agora, diz o economista, o novo desafio para o Brasil é o iminente "apagão de mão-de-obra", ou seja, a falta de trabalhadores qualificados para os empregos que estão sendo criados. "Mesmo com a crise externa, o Brasil vive um momento fantástico. A classe média vai bem apesar da situação perigosa do cenário mundial. Há uma diminuição da desigualdade e um crescimento da classe média, que esteve estagnada nos últimos 20 anos", ressaltou Neri, durante a divulgação da pesquisa, ressaltando que a classe média é "o motor do crescimento e da prosperidade das sociedades".

Para o economista, o ponto fraco no crescimento sustentável da classe média - que passou a ganhar mais e a consumir artigos que podem produzir renda, como computadores - está na educação. Ele afirma que embora o governo tenha investido no setor, a qualidade do ensino no Brasil ainda deixa a desejar. "Saímo da crise do desemprego da década de 90 para o apagão da mão-de-obra. Os empresários estão investindo em emprego formal, com carteira assinada, que é o grande símbolo desse crescimento da classe média. Mas faltam pessoas qualificadas. É preciso investir na qualidade e na quantidade na questão da educação", disse Neri.


Pesquisa mostra que consumidor está insatisfeito com call centers
Essa é a conclusão de uma pesquisa obtida pelo 'Fantástico', que ouviu 3,6 mil pessoas. Cada vez mais pessoas procuram serviços de defesa do consumidor para reclamar

[Atualização :: 04/08] O brasileiro está cada vez menos paciente com a ineficiência no telemarketing. Essa é a conclusão de uma pesquisa que ouviu 3,6 mil pessoas em oito capitais. O estudo analisou o comportamento do consumidor desde 2002. O jogo de empurra é uma das coisas que mais irritam o consumidor, segundo a pesquisa que mediu o nível de satisfação com os serviços de atendimento. Seis anos atrás, a cortesia era o que mais contava. Agora, o cliente prefere a eficiência.



A demora no atendimento foi considerada imperdoável. Se em 2002 o consumidor tolerava até cinco minutos para ser atendido, em 2005 o limite caiu para três. Hoje a maioria acha inaceitável ficar mais do que um minuto aturando aquela musiquinha que o gerente jurídico do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Marcos Diegues, é obrigado a ouvir enquanto tenta cancelar o celular. A convite da reportagem, Marcos viveu por um dia o inferno de quem precisa cancelar um serviço de telefonia, TV a cabo ou cartão de crédito. “O atendimento hoje é péssimo”, afirmou Marcos. A pesquisa trouxe uma boa notícia: o brasileiro está aprendendo a lutar por seus direitos. Cada vez mais pessoas procuram os serviços de defesa do consumidor para reclamar. O consumidor também ganhou um aliado: o governo assinou esta semana um decreto, que entra em vigor dia 1º de dezembro, com normas exigentes para o setor. As empresas prestadoras de serviço vão ser obrigadas a manter atendimento telefônico 24 horas por dia, sete dias por semana. Elas terão que contratar mais gente, investir em tecnologia e treinar mão-de-obra. Em todas as ligações, o gerente do Idec foi até o último estágio possível antes de confirmar o cancelamento.

O objetivo era mostrar quanto tempo que o cliente perde. “Eu precisava cancelar a minha linha telefônica e o meu celular”, contou Marcos Diegues. A ligação é transferida para o setor de retenção, que tem a tarefa de fazer o consumidor mudar de idéia. “O senhor consegue resgatar um excelente aparelho gratuitamente”, oferece uma atendente. A negociação se arrasta por 22 minutos e 18 segundos. “É um leilão”, compara o gerente do Idec. O segundo teste é do cartão de crédito. Nosso voluntário gasta sete minutos e 46 segundos. Até que foi rápido. Mas o mesmo não aconteceu na conversa com a TV a cabo. “Eu tenho a impressão que eu fui transferido para aquele buraco negro, que ninguém atende”, diz Marcos Diegues. Depois que conseguiu falar com alguém, o gerente do Idec ficou 17 minutos e 20 segundos na linha. “Fica clara a falta de respeito da empresa com o seu consumidor. Colocam uma pessoa totalmente despreparada para resolver o seu problema. Eles acabam transferindo para outro setor, passa para o outro, para outro e nada resolve”, aponta. Marcos Diegues continua sua saga. Chegou a vez do telefone fixo. Foi o pior atendimento de todos: 34 minutos e 17 segundos perdidos com mensagens publicitárias e muita enrolação.

O cancelamento de qualquer serviço deverá ser imediato. Pena que essas regras ainda não valem e não ajudaram Marcos Diegues. Ele passou, ao todo, uma hora, 21 minutos e 41 segundos no maior sufoco. “Isso porque eu não cancelei”, ressalva o gerente do Idec. A telefonia também tem tirado o sono do técnico de informática Fernando Andrade. Há cinco meses, ele reclama de erros na conta de internet de banda larga. “Cansei de reclamar”, diz. Há três meses, ele tenta cancelar, mas veja a dificuldade: diante da reportagem, ele passa 17 minutos e 56 segundos abandonado. “A minha mão chega até a formigar”, comenta. Na segunda tentativa, Fernando descobre que foi incluído contra a vontade num programa de fidelização de um ano e meio. “Se eu quiser cancelar, eu tenho que arcar com R$ 370”, diz. Meia hora e nada. “É um parto”, comenta Fernando, que não desiste. “Eu dou dor de cabeça para eles todos os meses, porque eu sou um dos consumidores mais chatos que tem”, diz o técnico de informática.


Mãe disse que foi 'uma tortura' ver filha mantida refém no Guarujá
Mulher de Santo André foi rendida quando caminhava na areia da Praia da Enseada. Testemunhas ouviram um disparo e viram homem caído; ele morreu durante socorro

[Atualização :: 02/08] Muito abalada, a mãe da auxiliar de enfermagem que foi mantida refém por quase quatro horas na tarde desta sexta-feira (1) na Praia da Enseada, no Guarujá, a 87 km de São Paulo, disse que soube o que estava acontecendo com a filha por um telefonema do genro. “Ele ligou eram umas 15h. Estava muito abalado e não conseguiu falar comigo direito. Quem me contou o que estava acontecendo foi um policial”, falou Romilda Souza, de 46 anos, que, como a filha, também é auxiliar de enfermagem. Como mora em Mauá, ela disse que pegou o carro com o marido e em 40 minutos estava na praia, vendo a filha ao lado do criminoso. “Para mim, pelo amor de Deus, foi uma tortura ver aquilo. Eu sou doente, não posso passar por estresse, e hoje passei um dos piores momentos da minha vida."



Romilda conta que o pior foi o sentimento de impotência. “Via minha filha ali e não podia fazer nada. Minha vontade era de ir lá para a areia, mas não podia. Então, tive que ter paciência”, afirmou. Ela disse que só se sentiu mais tranqüila porque viu que a filha estava calma. “Ela é muito calma. Isso me ajudou a suportar.” Segundo o Romilda, o momento mais tenso foi com os policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate). "Eu me desesperei naquela hora. Fiquei com medo de que alguém disparasse contra a minha filha”, disse. Após o tumulto, a mãe conseguiu abraçar a filha ainda na praia e a acompanhou até o 1º Distrito Policial do Guarujá, no Centro da cidade. “Não vejo a hora de irmos embora. Subir a serra. Esquecer, a gente não vai. Mas pelo menos vamos tocar a vida para frente”, disse.


Novas tarifas dos Correios começam a valer hoje
Carta simples terá reajuste médio de 8,3%, passando de R$ 0,60 para R$ 0,65. Portaria sobre reajuste foi publicada na quarta-feira (30) no Diário Oficial da União

[Atualização :: 31/07] Passam a valer a partir desta quinta-feira (31) as novas tarifas de serviços postais e telegráficos nacionais e internacionais dos Correios. O reajuste médio é de 10,6% para os serviços telegráficos nacionais, de 8,3% para as cartas internacionais e de 15,3% para os telegramas internacionais. Portaria que regulamenta os reajustes foi publicada nesta quarta-feira (30) no Diário Oficial da União. Os novos valores foram autorizados pelo Ministério da Fazenda na semana passada, após o término da greve dos funcionários dos Correios, que durou 21 dias. Os porcentuais foram calculados pela ECT no início do ano, com base nos custos operacionais da empresa, e submetidos ao Ministério da Fazenda, que autorizou o reajuste. O maior índice de aumento, de 17,6%, será para carta internacional, com destino à Europa.

Carta simples - De acordo com a empresa, a carta nacional simples terá reajuste médio de 8,3%. O valor da carta de até 20 gramas passará dos atuais R$ 0,60 para R$ 0,65. A carta comercial terá aumento de 11,1% já incluindo impostos e, na faixa de peso de até 20 gramas, subirá de R$ 0,90 para R$ 1. Segundo a ECT, o telegrama de balcão, enviado de uma agência dos Correios, subirá de R$ 5,25 para R$ 5,85. O telegrama fonado, enviado de um telefone, passará de R$ 4,23 a R$ 4,80. E o telegrama pela internet subirá de R$ 3,78 para R$ 4,05. Os Correios informaram que os valores do Sedex não terão aumento, já que foram reajustados em 8,38% em abril. Também não terá reajuste a carta registrada nacional, que permanece em R$ 2,60. Já a carta registrada internacional subirá de R$ 3,50 para R$ 3,60.

Greve - A ECT e o Ministério das Comunicações procuraram desvincular o aumento dos serviços postais da greve dos funcionários da estatal. Segundo a empresa, os índices foram propostos pelos Correios no início do ano e que o reajuste acontece anualmente. A assessoria do Ministério das Comunicações informou na semana passada que os Correios já tinham uma previsão de aumento de 30% para 73% dos 53 mil carteiros e que o maior problema que levou à paralisação foi o plano de cargos e salários, que voltará a ser negociado entre empresa e trabalhadores. O acordo que resultou no fim da greve estabelece o pagamento definitivo de abono de 30% sobre o salário-base para 43 mil carteiros da distribuição e coleta externa. Também está previsto o pagamento de um adicional fixo de R$ 260,00 mensais para outros 16 mil funcionários, incluindo motoristas e atendentes de agências dos Correios. A estimativa dos Correios é de que o acerto represente um impacto de R$ 10 milhões mensais no orçamento da empresa
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