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Pedro Alexandre Massinha: “Acreditamos no talento de Ivete desde o início”
por Tico Oliveira

[Atualização :: 16/12] Ele sempre foi o incentivador do esporte e da cultura em Vitória da Conquista. Natural de Condeúba, Bahia. Pedro Alexandre Jardim, ou simplesmente “Massinha”, 56 anos, o eterno comandante da juventude conquistense desde os tempos da política estudantil da Escola Normal. É fundador do bloco Massicas, que existe há 33 anos. Este nome é uma tradição e, sem dúvida, um patrimônio cultural e empresarial da terra das rosas.

Eu pintei ali no Shopping Conquista Center e, de repente, o cara passa por mim, chamei ele e então começamos esse papo, que você vai curtir agora “nessa cabeça de leitoa”, um termo usado sempre em tom de brincadeira, desde da época da política estudantil. O querido Macarrão é testemunha dessa entrevista, realizada no mais antigo shopping da cidade. Massinha começa a falar: “Sou casado com Regia, tenho duas filhas e uma neta linda, Luana, que neste mês completa quatro meses”, disse feliz da vida. Pedro Alexandre Jardim já foi secretário de Turismo de Vitória da Conquista. Na época, o carnaval da cidade foi extinto e a Miconquista foi criada. Acompanhe agora nossa entrevista exclusiva:

Impacto:
Quando começou as atividades do Massicas?
Massinha: Tudo começou há trinta e três anos, no dia em que a Bahia comemora sua Independência, em 2 de julho. Nosso grupo foi fundado em 1973.

Impacto:
Qual era a filosofia do Massicas?
Massinha: Era um grupo de amigos que se reunia e, de repente, foram surgindo suas atividades: quadrilha junina, gincana, futebol de pelada... O Massicas, na época, tinha todas as modalidades de esporte. Nós representávamos Vitória da Conquista em todas as modalidades, e ganhamos muitos troféus.

Impacto:
Relembra uma conquista do Massicas que o marcou nesses 33 anos?
Massinha: Sem dúvida foi a conquista do Vôlei de Praia, em Salvador, no ano de 1982. Na época, competiram 166 equipes. Os nossos jogadores estudantes levantaram a taça. Ali se destacaram Betão Dias, Atanásio e o saudoso Huguinho. O Massicas, na época, já tinha futebol feminino também.

Impacto:
Olha. Eu não poderia entrevistá-lo sem falar daquele futebol de pelada, que acontecia no campo da granja, na Exposição. O Massicas tinha uma grande rivalidade com o Magnata, de Bira e Uita Amorim. Por quê você entrava em campo distribuindo chicletes?
Massinha: Eu queria colocar a galera torcendo para o Massicas e eu não tinha aqueles carrões. Os Magnatas chegavam em uma carreata com garotas bonitas. Mesmo assim, fomos conquistando não só o torcedor de baixa renda, como também aqueles que tinham grana. O Bira investia muito no Magnata. Foi uma época em que Conquista viveu um momento ímpar.

Impacto:
Três décadas se passaram e hoje o Massicas é uma marca do show business local. Quando e qual foi a primeira atração de peso do bloco?
Massinha: Em 1989, na primeira micareta, o Massicas trouxe a banda Asa de Águia.

Impacto:
Foi no ano de 1990 que o Massicas trouxe Daniela Mercury pela primeira vez?
Massinha: A Daniela veio para o Massicas com a banda Cia. Click. Depois ela lançou a carreira solo e, em 1991-92, desfilamos com ela comandando o bloco.

Impacto:
E o Chiclete com Banana?
Massinha: Em 1993, a Daniela foi fazer uma turnê no exterior. Aí nós contratamos o Chiclete. Só Deus sabe como é difícil manter essa parceria com o Chiclete, por conta de agenda. Até mesmo um aeroporto, que suporte pousos e decolagens a qualquer hora, contribui para o êxito de um espetáculo programado.

Impacto:
Realmente Vitória da Conquista, desde a da época que Pedral Sampaio, quando foi secretário de transporte estadual, tem a promessa de um aereoporto digno dessa cidade, que está entre as dez que mais crescem no país. Mesmo sem o aeroporto, o Massicas consegue trazer artistas de ponta, como Vitor e Léu e a musa Ivete Sangalo, que já tem uma parceria de dez anos com o bloco. Qual é o segredo?
Massinha: No que se refere à Ivete, nós acreditamos no seu talento desde o início. E eu tenho uma gratidão com essa parceria. Ivete é a nossa maior e melhor cantora do país.

Impacto: Vamos falar do Fest Noel, o pré-reveillon com a presença da Ivete. Você já pode anunciar as atrações do ano que vêm?
Massinha: O Fest Noel já é uma tradição de dez anos.  Neste ano, a Timbalada sai no dia de Natal, a partir das 16 horas, no trio elétrico, desfilando pelas ruas da cidade. Já no dia 27, a Ivete estará mais uma vez aqui, fazendo pra gente um pré-reveilon, como você lembrou bem Tico. Ela trará também o mais novo produto da sua empresa (Caco de Telha). A “Banda Mina”. Vai ser uma grata surpresa ver essa banda estrear aqui em nossa cidade. A vocalista é a cantora conquistense Mariana Assis.

 
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