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Artur Campos: Artista de MPB é pouco valorizado em Vitória da Conquista
por Tico Oliveira
[Atualização :: 04/12] Ao chegar ao bar e restaurante Kina de Massú, na segunda-feira, primeiro de janeiro, para ouvir uma música ao vivo, ver as garotas bonitas e escolher no cardápio uma muqueca de pescado, encontrei Artur Campos, 45 anos. Ele é daqueles que persegue o sucesso cantando de bar em bar. Nascido em Vitória da Conquista, casado, um filho, ele aprendeu tocar violão em sua infância, sozinho, sendo auxiliado apenas por métodos práticos e revistas com músicas cifradas. Vende seu próprio CD. Nos anos 80 ingressou no teatro, dirigido pelo saudoso Geraldo Sol, fazendo parte de vários musicais. Ali aprendeu a interpretação musical e a postura de palco. Sentado à mesa, defronte a nossa convidada a poetiza Meg, Artur deliciou a muqueca do amigo David, que de antemão eu recomendo ao leitor. A entrevista abaixo, Artur Campos nos concedeu após o jantar.
Impacto: Quando foi que começou?
Artur: A minha carreira artística começou nos anos 80, tocando em vários barzinhos, como o “Canteiros”, Travessia, La Rose, dentre outros.
Impacto: Como é a vida de bar em bar?
Artur: Essa vida de cantar em barzinhos, ao mesmo tempo em que enfrentamos várias dificuldades, nos da muito prazer, pois faço o que gosto.
Impacto: Quais são as dificuldade?
Artur: Casa para se apresentar, cachês baixos e a pouca valorização da MPB.
Impacto: Quantos CDs você gravou?
Artur: No ano de 2004, lancei meu primeiro CD, intitulado ”Canto de Ba”, um acústico com repertório mesclado entre o MPB e o regional.
Impacto: Você vive exclusivamente da musica?
Artur: Apesar de ter uma formação de técnico administrativo, hoje sustento minha família tocando de bar em bar. |